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segunda-feira, 11 de maio de 2020

O inesquecível e insubstituível perfume Rastro.

A história de Rastro - O primeiro perfume brasileiro



Além de ter sido o primeiro perfume 100% nacional, a importância de Rastro vai além, pois o produto mudou os hábitos de consumo da época. As propagandas nos jornais e revistas exploravam o apelo sexual e chocavam os mais puritanos, acostumados à ideia de usar águas perfumadas por motivos higiênicos. Devido à sua atraente embalagem, mulheres compravam o perfume mesmo sabendo ser masculino, o que com o tempo fez de Rastro um perfume unissex. O frasco redondo, feito de vidro grosso e pesado em estilo apotecário, era recarregável. Muitos preservavam-no para guardar algodão, que ficavam perfumados e eram usados como aromatizadores de bolsas.
Por quase duas décadas as vendas de Rastro foram sucesso.  Mas em meados dos anos 80, perfumes importados mais opulentos entraram para a moda e o público diminuiu seu interesse pelos aromáticos. Também contribuiu para o declínio da marca o brutal e covarde assassinato de Aparício em 1992 por motivação homofóbica, já que sua personalidade estava diretamente associada ao produto. Sem o glamour de antes, a marca foi vendida à Monange e, em 2007, transferida para a Hypermarcas.  Atualmente a fórmula se desfigurou, nem lembrando “de longe”, a fórmula original. O que no passado foi símbolo de pompa e exclusividade e jamais conhecido pela nova geração, se tornou um mero artigo de higiene pessoal. Poucos são os brasileiros que têm o luxo de manter em sua memória olfativa um “rastro” dessa lenda da perfumaria nacional.
Nota da autora: A melhor fragrância do gênero cítrico de todos os tempos. Incomparável e insubstituível.

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